As urnas mostraram a força feminina tomando espaço nas cadeiras municipais.

Este ano tivemos um aumento na participação das mulheres nos processos eleitorais e ainda que não suficientemente expressivo, já é um avanço para reivindicar melhorias em todos os aspectos para a classe.

Outro dado bastante relevante é que a quantidade de mulheres aptas a votar cresceu, e somos maioria, representando 52% do eleitorado nesta edição. O percentual pode parecer pequeno, mas reflete um aumento de eleitoras ao longo dessas duas décadas e uma diferença atual de quase 700 mil votos a mais do que os homens.

Estamos avançando, mas ainda medidas de incentivo são essenciais para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de termos mais mulheres nos espaços de poder.

Para se ter ideia da diferença que este dado traz, a nossa capital foi destaque com a maior representatividade feminina na história, com 11 mulheres eleitas na câmara Municipal, sendo que eram apenas quatro atuais.

Uma delas, que obteve destaque nos resultados, inclusive a mulher mais votada da história da Câmara de Belo Horizonte, com mais 37 mil votos, foi a professora e ambientalista, Duda Salabert.

Com maior destaque ainda por ser a primeira mulher trans, a se eleger como vereadora da nossa cidade, e ela antecipou a informação de que já é pré-candidata à Prefeitura em 2024.

Para quem não sabe, esta não foi sua primeira experiência em se candidatar em eleições. Em 2018, Duda Salabert se candidatou ao Senado, mas não foi eleita, após receber cerca de 350 mil votos e ficar em 8º lugar entre os 15 candidatos em Minas Gerais.

Duda é uma militante na luta pelos direitos transgênero, atua na ONG Travest, que sobrevive de doações, disponibilizando palestras sobre temas LGBT+, oficinas artísticas, pré-vestibular, supletivo, curso de libras, de línguas e profissionalizantes para a população trans de Belo Horizonte e região metropolitana.

Não é de agora que ela é destaque nas mídias, e seus depoimentos são dignos de serem replicados;

“Sou casada e mãe da Sol. Até onde sei, fui a primeira transexual do país a conquistar o direito à licença maternidade por 120 dias pelo INSS. Reconheço a urgência na ampliação do período dessa licença, como também a urgência na criação de políticas públicas voltadas para a maternidade no país”.

 “Não tem transformação sem diálogo. E esse diálogo não pode usar a mesma ferramenta e o mesmo tom que esses setores imprimem sobre nós, que é o tom do ódio”, afirma. ”É difícil, mas é necessário”.

Aplausos de pé para Elas!!!!

compartilhe este post

QUEM VIU ESSE POST TAMBÉM CURTIU:

VENDA CASADA DE SEGURO

A venda casada de seguro, embora prática muito comum em bancos e corretoras, é proibida por lei, de acordo com o Artigo 39, do Código