Maria Inês: Superação e Aprendizado

Sou empresária e atuo com o segmento de seguro de vida e previdência privada, juntamente com minhas filhas, a mais de duas décadas. Pouco tempo atrás percebi que mais de 74% dos nossos clientes são mulheres, o que chamou minha atenção, e então fui pesquisar para saber quais os motivos desse resultado tão surpreendente. Encontrei diversas respostas, e uma delas refere-se ao fato de que as pessoas compram por razões emocionais e só depois vê as razões lógicas para justificar suas compras. No entanto, acredito que a razão deve vir em primeiro lugar, para eliminar a chance do menor desconforto da pessoa descobrir, somente tempos depois, ter adquirido algo desnecessário ou impróprio às suas necessidades.
De acordo com pesquisas recentes do IBGE, a mulher contribui com 40,9% da renda familiar, enquanto os homens contribuem com 59,1%. O número de mulheres que buscam conhecimentos e oportunidades para empreender nos seus negócios está cada vez maior. Assim como elas, também empreendo e posso me considerar uma empreendedora de sucesso! Mas nem sempre fui assim, tive meus altos e baixos. E como prova disso, vou contar a vocês duas das minhas derrotas, porque o melhor exemplo é aquele que pode ser mostrado por resultados.
Numa determinada época da minha vida, havia acumulado uma boa quantia em dinheiro e resolvi empreender no ramo de panificação. Comprei uma enorme padaria em um bairro bastante comercial, parecia ser um negócio da china, no entanto cometi uma falha que me levou a falência um ano depois: a falta de experiência no ramo do negócio. Perdi tudo o que tinha, menos a coragem para recomeçar.
Em outra ocasião abri um pequeno restaurante que ia de vento em polpa, mas o desejo de prosperar mais rapidamente me levou a associar com uma pessoa, cuja honestidade fugia dos padrões desejados e só percebi isso tarde demais. Uma sociedade mal colocada no papel envolvendo capital em dólar, sob uma hiper valorização acelerada, comprometeu toda a minha parte no negócio, cuja moeda era o real. Sociedade pode ser muito favorável para as partes, desde que seja muito bem estabelecida.
E logo depois, alguns outros casos difíceis onde os resultados negativos me serviram de alavanca para seguir em frente, só que agora certa de que tudo aquilo que é valioso é difícil de conquistar, principalmente porque nem sempre as oportunidades são as mesmas. Ao se referir a nós mulheres isso é bem mais evidente, mas ao mesmo tempo o que não falta é garra e perseverança! Pensem dessa maneira, como essa frase que ouvi uma vez e não me fez parar nunca: “não sabia que era difícil, fui lá e fiz”. Avante Mulheres!

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