MESADA, SIM OU NÃO?

Uma dúvida que muitos pais têm é se deve dar mesada ou não aos filhos.
Há diversos artigos com o tema mesada para as crianças, em sua maioria a favor. É bem parecido com “gosto”, cada um tem o seu, no entanto, alguns podem servir como parâmetro para se decidir e os cuidados que se deve ter em caso de sim.


Receber mesada é uma forma de a criança aprender a lidar com o dinheiro e adquirir uma educação financeira desde cedo. Como um incentivo financeiro e orientação, a criança pode adquirir bons hábitos de consumo e com o tempo ela vai entender que pode fazer a gestão desse dinheiro poupando um pouco hoje para comprar algo do seu desejo e alcance tempo depois. Ela precisa experimentar a sensação gratificante em conquistar algo por si mesma.


São essas pequenas atitudes tomadas dia a dia que resultarão em responsabilidades futuras. Assim como a criança, os pais também precisam se posicionar com atitudes que a favoreça e não o contrário, ao colocar dinheiro em suas mãos.

A mesada não deve ser utilizada como forma de chantagem ou permuta para executar tarefas, prêmio por boas notas e muito menos para comprar seu lanche na escola, regularmente.


Um erro comum é dar a mesada e simplesmente deixar tudo na mão dos filhos. Outro erro é deixar que o filho exija a mesada. Não é bem assim. Ele precisa saber que mesada não é um direito e sim, a opção que os pais têm de dar dinheiro aos seus filhos. Converse com seu filho antes de iniciar com a mesada. Estipule alguns critérios acessíveis, por exemplo, que o compromisso será feito, portanto, desfeito se preciso for.


Quanto ao valor da mesada, uma dica legal é dar uma quantia sempre menor do que aquela que você poderia dar e ir aumentando gradativamente.
Para crianças de cinco ou seis anos, o valor tem que ser bem irrisório e com uma frequência maior. Semanal por exemplo, caso contrário não terá serventia de disciplina, pois, certamente depois de um mês ela não lembrará mais do propósito de ter ganhado o seu dinheirinho.
Ao passo que a criança for crescendo, o valor deverá aumentar gradativamente e o prazo diminuindo. Assim, ela perceberá desde pequena o valor do dinheiro.


Mas se você não quiser dar a mesada ou mesmo perceber que seu filho não se interessa em administrar o seu próprio dinheiro, faça isso por ele. Uma boa alternativa poderá vir de uma poupança programada. Contratar um plano de previdência privada para ele poderá servir como planejamento para custear a sua própria faculdade.
Se for essa sua opção, fale comigo que estou pronta a te orientar.

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