O SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRE?

Na maioria das vezes, santo de casa não faz milagre, no entanto, há casos que fazem sim e eu sou prova disso.
Para auxiliar em matérias para a mídia, minha filha respondeu a algumas perguntas e como prova social e por ser pertinente a muita gente, resolvi publicar, com sua permissão, obviamente.
O assunto trata-se da mudança de comportamento com o seu dinheiro ao longo do tempo.
Qual a sua relação com o dinheiro? Mudou ao longo dos anos, do tempo? De que forma?
“Hoje eu sei dar valor ao meu dinheiro, mas nem sempre foi assim. Quando mais jovem gastava tudo antes mesmo de receber. Depois de um tempo, percebi que tinha que mudar essa relação. Mas demorou um pouco.
No meu trabalho, auxiliava minha mãe com o atendimento as nossa clientes. Ela prestava serviço de consultoria em finanças pessoais para pessoas de alta renda. Nessa época eu pensava que essa educação só cabia a quem ganhava muito dinheiro, mas aos poucos fui encaixando suas sugestões pra mim também.”
Sempre foi controlada com o dinheiro? Já teve de lidar com dívidas?
Algum momento de descontrole ou aperto financeiro? Como se saiu?
“Na verdade, eu não sabia o valor do dinheiro. Pensava assim: aquele celular que quero é só 10 parcelas de 200 reais, dá pra pagar, então adquiria e assim comprava mais e mais. Com esse pensamento acabei por me endividar diversas vezes e cheguei a ficar com o nome sujo. De certa forma foi muito bom porque parei de consumir aleatoriamente ”.
Você é uma pessoa que pensa na importância de poupar? De ter uma reserva financeira para emergência? Como faz para poupar seu dinheiro? Teria dicas para quem não consegue?
“Hoje minha vida financeira é totalmente equilibrada. Sempre que quero comprar alguma coisa, eu me pergunto primeiro se eu realmente preciso disso.
Outra coisa que me faz pensar é fazer o cálculo das minhas horas trabalhadas e ver se vale a pena a troca.”
Essas atitudes já são uma forma de poupar, não? Menos consumo, mais dinheiro sobrando.
Além de poupar, você se preocupa em investir? Ou é como a maioria dos brasileiro que sempre aposta na poupança, ainda que com rendimento bem baixo?
“Eu por um tempo acostumei a juntar dinheiro para uma realização pessoal, como viajar, por exemplo, e o local era na poupança. Hoje nem pensar, poupança é uma forma de perder dinheiro, como deixar na conta corrente, só favorece ao banco.
Hoje ainda não tenho muito pra investir, mas tudo que sobra eu aplico nos meus planos de previdência privada. Eu optei pelo tipo VGBL que é a aplicação mais confortável, uma vez que não preciso de fazer a gestão do meu dinheiro. No caso, é a seguradora que aplica no mercado, sem contar que, de tempos em tempos eu comparo meus fundos com outros e acabo por conseguir bons resultados.”
Muitos têm “desculpas” para não conseguir guardar um pouco do que ganha. Muito consumismo, gastos desnecessários, não conseguem se planejar. É possível economizar, poupar e, mesmo assim, ter sonhos, realizar seus desejos desde uma viagem, enfim, até cuidados com a beleza? Para guardar dinheiro, você teve de abrir mão de algumas coisas? Se sim, foi difícil? Valeu a pena? É preciso fazer sacrifícios para conquistar o que quer? E, para isso, como ter o controle do que ganha e gasta?
“Nesta última pergunta, creio que já respondi tudo. Posso completar. Com a disciplina que alcancei, já não vivo de sonhos e sim de planejamentos. Já realizei procedimentos estéticos que tinha vontade e meu projeto futuro é morar na Austrália por um tempo, pra isso estou ciente que deverei fazer trocas e não sacrifícios.”

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