Você sabia que ser uma Pessoa Politicamente Exposta incorre em riscos financeiros?

Também conhecidas como PEPs, as Pessoas Politicamente Expostas são agentes públicos que desempenham ou que tenham desempenhado nos últimos cinco anos, no Brasil ou em outros países, territórios e dependências estrangeiras, cargos, empregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo, de acordo com a Resolução nº 29 do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O cargo, emprego ou função pública relevante pode ser exercido por chefes de estado e de governo, políticos de alto nível, altos servidores dos poderes públicos, magistrados ou militares de alto nível, dirigentes de empresas públicas ou dirigentes de partidos políticos.

Esses indivíduos passam por um monitoramento diferenciado pelos bancos e, quando transacionam movimentações suspeitas, são encaminhados ao Coaf, para análise das movimentações financeiras e fiscais especial das suas contas, com objetivo de prevenir a corrupção e crimes como lavagem de dinheiro.

Essas medidas vêm sendo adotadas para reduzir a corrupção em nosso País, portanto, a criação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) que regulamentou as obrigações do sistema financeiro em relação às Pessoas Politicamente Expostas (PPEs), em 2006. A preocupação não se deve apenas à presença de PEPs numa relação comercial, mas, também, a danos à imagem, ao patrimônio, no risco da inocorrência de algum escândalo de corrupção, entre outros fatores.

Algumas pessoas já utilizam seguros e planos de previdência para lavagem de dinheiro. Essa prática tem aparecido com maior frequência no mercado e, para diminuir riscos e monitorar possíveis casos de fraudes em seguros, a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) criou regras para que as pessoas declarem quando são politicamente expostas, e tornar mais transparente as contratações por essas pessoas.

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